
Ele foi o cara que mais curtiu sua vida. Viveu cada momento, com apenas algumas coisas escenciais: amigos, felicidade, wisk e drogas.
Bebia e fumava feito um louco. Nunca teve um objetivo central, ele simplesmente viveu cada dia sem um ideal, afinal, como ele mesmo dizia, " ideologia, eu quero uma pra viver."!
No começo era só o Cazuza, vocalista do Barão. No final o Mestre Cazuza. Sendo o comandante do Barão, não estava feliz, e quando decidiu sair ele disse: " não sei se to dizendo o que penso, só sei que não to dizendo o que quero". Ele queria era misturar vários tipos de música. Ele queria loucura, mais loucura!
O filho único mais "mimado", acho até que se tivessem tomado as rédias dele, quando adolescente, ele estivesse aqui até hoje.
Desde muito jovem já bebendo e fumando, ele dizia que " o pão é a realidade mais o alcool é a imaginação"; o alcool para ele era mais que uma bebida, era uma opção de vida.
Assim, também, uma opção de vida o bisexualismo. Ele não gostava de algo expecífico, gostava de viver. Não gostava de nada muito certo, já que a única perfeição da vida é a alegria, pra ele. Cazuza, queria sempre ir mais longe.
Depois de pouco tempo se lançou no mercado como "Cazuza". Se realizou músico, dizendo o que ele queria e o que ele pensava, mais do que isso, o que ele sentia!
Mas algo ruim sempre acontece. Cazuza descobriu que fora tocado pela AIDS. Entrou em pânico. Não se imaginava "excluido" da sociedade, não podia beijar, não podia transar, suas coisas e suas roupas deviam ficar separadas das dos outros. O seu mundo caiu! N a música Ideologia ele diz, " o meu prazer agora é risco de vida".
Foi para Boston se tratar. Não parou de beber, nem de fumar, reduziu os cigarros mais não parou. A bebida, algo escondido, entre amigos.
Uma fala de seu pai me tocou muito, no filme (Cazuza, o tempo não para), ele diz que o " problema não é o mau que fazemos para as pessoas mais sim o mau que fazemos para nós mesmos". Ele fez um mal para ele mesmo, só que para ele a maconha era uma esperança.
Mesmo doente não parou de contar, fez diversos shows, com uma certa dificuldade, mais fez. Nunca deixou de tomar seus remédio. Só que não adiantou muito.
Em 1990 morre Cazuza com 32 anos. Morre uma pessoa, um mestre, uma ideologia e uma loucura.
O mundo parou para chorar uma só dor. A dor da perda de um dos maiores poetas dos anos 80.
Pouco tempo antes de morrer, ele disse:
" O amor é o ridículo da vida, agente procura medo na pureza impossível, uma pureza que está sempre se pondo, indo em bora, a vida veio e me levou com ela, sorte é se abandonar e aceitar essa vaga idéia de paraíso que nos percegue bonita e breve, como borboletas que só vivem 24horas. Morrer não dói."
Há quem ache que Cazuza, foi só um viciado e viado. Eu não. Para mim, ele foi mais que isso. Ele foi um poeta, um fazedor de história, um vivedor de vida. Um mestre
Cazuza, pra sempre!
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" Cantando agente inventa,
Cantando agente faz história,
Canto pra expantar os demônios,
Pra seduzir a vida ."
(Cazuza)







